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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Brasil tem melhor julho da história para o turismo internacional



Somente os dois principais eventos internacionais já realizados no Brasil neste ano, a Copa das Confederações e a JMJ, movimentaram cerca de R$ 2 bilhões na economia brasileira.

Praticamente todos os oito principais aeroportos do país tiveram crescimento na entrada de turistas estrangeiros durante o mês de julho, segundo dados preliminares da Polícia Federal. Juntos, eles receberam 27% mais estrangeiros em julho deste ano do que no mesmo mês do ano passado. Foram 415 mil turistas em um único mês.

Somente o Galeão, no Rio de Janeiro, teve aumento de mais de 30% no desembarque de turistas vindos de outros países para este mês. O aeroporto de Guarulhos (SP) teve crescimento de 27,6% (recebendo 40 mil estrangeiros a mais que em julho do ano passado). Já Confins (MG), teve crescimento de 44,5% e o Distrito Federal, alta de 16,7%. Um dos principais motivos, segundo análise da Embratur, foi a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, lembra que muitos estrangeiros não descem, necessariamente no Rio de Janeiro. “São Paulo é uma porta de entrada importante para o turista que vem ao país, mas também outros estados receberam visitantes que objetivavam ir à JMJ depois, porém chegaram por outros locais”, afirma. Ao longo do ano, Guarulhos já acumula crescimento de 14% na entrada de estrangeiros: 1,176 milhão desembarcaram por lá este ano.

Nos oito principais aeroportos, o saldo geral de janeiro a julho já chega a dois milhões de turistas estrangeiros, um aumento de 7%, se comparado com o mesmo resultado do ano passado. “Caminhamos claramente para bater novamente nosso recorde histórico de ingresso de estrangeiros, desta vez, ultrapassando os 6 milhões de turistas”, afirma Dino.
 
Impacto econômico

Somente os dois principais eventos internacionais já realizados no Brasil neste ano, a Copa das Confederações e a JMJ, movimentaram cerca de de R$ 2 bilhões na economia brasileira. Estimativas da Embratur mostram que, em 16 partidas nas duas semanas do torneio de futebol, foram movimentados R$ 740 milhões por toda a cadeia turística do país, incluindo hotéis, alimentação fora do lar e comércio informal. Já a Jornada Mundial da Juventude gerou impacto da ordem de R$ 1,2 bilhão na economia brasileira.

“Estamos falando de impacto direto e indireto. Nossa avaliação mostra que num curto período, considerando esses dois megaeventos, o país terá, no mínimo, um retorno financeiro de cerca de R$ 1,9 bilhão”, avalia Flávio Dino.

Em relação à Copa das Confederações, os gastos de turistas, brasileiros e estrangeiros, foi estimado pela Embratur em R$ 321,79 milhões, enquanto a FIFA projetou os gastos de suas seleções e delegações em R$ 70 milhões. Já o efeito indireto na economia foi de R$ 348,69 milhões. “Cada real inserido na economia brasileira pelo turismo internacional, obviamente, tem um efeito indireto positivo em toda a cadeia, pois demanda um maior volume de fornecimento de insumos básicos”, explica o presidente da Embratur.

Com um gasto médio diário de R$ 96,74, os peregrinos da JMJ gastaram cerca de R$ 659 milhões durante o evento. Indiretamente, a Jornada movimentou outros R$ 587 milhões, chegando assim a mais de R$ 1,2 bi de impacto na economia.

Ao longo de todo o ano, o turismo internacional trouxe para o Brasil quase US$ 3,5 bilhões, o valor equivale a R$ 7 bilhões pela cotação média do dólar em 2013. Com isso, houve crescimento de 9,6% em relação ao mesmo volume de reais deixados na economia brasileira por turistas estrangeiros no primeiro semestre do ano passado.

Fonte: Embratur


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