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sábado, 1 de junho de 2013

No Nordeste, Rota das Emoções promove adrenalina e contato íntimo com a natureza




Enfrentar uma estrada de terra em um veículo 4x4, se arriscar no windsurfe, encarar o sobe e desce das dunas para chegar a uma espécie de oásis, mergulhar em um rio lado a lado com cavalos marinhos, experimentar peixes e sabores típicos do Nordeste brasileiro e por fim, quando resolver descansar em uma rede, contar com uma praia deslumbrante para emoldurar a vista. Essa sequência de atividades pode ser feita toda em poucos dias ou ao longo de uma semana, mas não importa: é a dose de adrenalina necessária para fazer jus ao nome Rota das Emoções.
 
Criado pelo Ministério do Turismo e pelo Sebrae, o roteiro é composto por três destinos principais e já consagrados do Nordeste brasileiro: Jericoacoara, no Ceará, a região do Delta do Parnaíba, no Piauí e os Lençóis Maranhenses. Cada um se destaca à sua maneira, mas todos têm a natureza como seu maior chamariz.

Além dos passeios clássicos por lagoas, dunas, praias, trilhas e rios (como o Rio Preguiças) a programação conta com paradas ao longo do trajeto – percorrido geralmente em um carro com tração nas quatro rodas – em vilarejos e cidades pequenas para conhecer o artesanato, gastronomia e a cultura das comunidades locais. A prática de esportes radicais, como windsurfe e kitesurfe também são atrativos do roteiro.

A Rota oficial lista 14 municípios (Araióses, Barreirinhas, Paulino Neves, Santo Amaro e Tutóia, no Maranhão; Jijoca de Jericoacoara, Barroquinha, Camocim, Chaval e Cruz, no Ceará; e Cajueiro da Praia, Ilha Grande, Luis Correia e Parnaíba, no Piauí), mas nada nessa viagem é inflexível. As agências que promovem os passeios têm trabalhado cada vez mais com roteiros personalizados.

“As agências já vendiam há muito tempo esse roteiro com Jeri, Delta e Lençóis, mas não de forma tão organizada. Em 2005 o projeto começou a nascer e em 2007 a marca e o nome ‘Rota das Emoções’ ganhou força e apoio do governo e do Sebrae”, explica Karin Goidanich, consultora articuladora de toda o circuito desde 2005.

O tempo disponível, interesses específicos, perfil dos turistas e, claro, o preço, vão determinar que tipo de viagem vai ser feita na região. O trajeto pode ser feito em sete dias ou em doze, incluir os 14 municípios ou apenas os três principais – ou até passar em alguma outra cidade próxima que não esteja em nenhum roteiro padronizado. Os meios de hospedagem também são bem variados: na região, há desde pousadas mais econômicas até resorts de luxo.

Contato com a natureza

Apesar de todo o clima rústico que a Rota proporciona, não se engane quanto ao preço da aventura. É uma viagem que exige uma estrutura complexa, já que a maioria dos pacotes inclui todos os transportes (lancha, carro 4x4 e translados), portanto não sai tão em conta. Mas por ter esse perfil customizado, o roteiro pode ser planejado de forma que caiba no seu bolso. Para se ter uma ideia, um pacote de sete dias pode custar a partir de R$ 1.400 e chegar até R$ 5.000 por pessoa (sem o trecho aéreo incluso).

Mesmo assim, o interesse pela região vêm aumentando - o crescimento é de cerca de 20% ao ano, de acordo com Goidanich. “O número de turistas ainda é pequeno, mas deixa muita receita, que é bem distribuída entre a população local – artesãos, donos de pousadas e restaurantes”, conta a consultora.

Por englobar três importantes Áreas de Proteção Ambiental, o roteiro não deve ser explorado sem um mínimo de cuidado com a preservação do meio ambiente. Além disso, toda a programação gira em torno do contato com a natureza e o social com a comunidade.

Sabendo de tudo isso, a missão do turista ao percorrer a Rota fica muito mais fácil: é só aproveitar cada paisagem, apreciar todos os sabores e se deixar envolver com as histórias e a simplicidade do povo local. 

Fonte: UOL Viagem 

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